Adriana Florence
Projeto Todas as Tribos
Expedição Langsdorff
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"A primeira tinta com que Adriana Florence suja a tela crua, tem cor de terra, de chão. Os pés sempre descalços. No pescoço, guias indígenas. Sua religião. E em todo seu ateliê os índios se fazem presentes, seja nas paredes, nos objetos ou na sensação de que, naquele lugar, não existe tempo nem espaço. Somente o ruído da chuva, que se confunde com o som das cachoeiras. O cheiro da tinta se transforma no aroma das matas. A "Expedição Langsdorff" contempla um trabalho pessoal que vem sendo realizado há anos pela artista, herança ancestral que carrega na alma, no coração e pela vida."

A artista plástica , Adriana Florence, 33, é tetraneta de Hércules Florence, pintor e pesquisador na célebre Expedição Langsdorff, comandada pelo cônsul geral da Rússia no Rio de Janeiro e que percorreu o Brasil entre 1821 e 1829. Além de retratar e catalogar nossa fauna, flora, costumes e economia, Hércules Florence é reconhecido como o "Pai da Fotografia".

Adriana herdou o interesse e seriedade em seu trabalho que tem sido voltado à pesquisa e releitura 174 anos após a expedição original, Adriana é convidada pela Discovery Chanel e Grifa Cinematográfica a refazer a parte fluvial da mesma, dando continuidade à sua pesquisa no projeto Todas as Tribos. O resultado da viagem pode ser visto no documentário "No Caminho da Expedição Langsdorff" que vem sendo exibido para 200 países em 19 línguas e já está nas TVs abertas desde Novembro de 2001.

Parte das obras, cadernos de aquarelas e o diário da artista deram origem ao livro "No Caminho da Expedição Langsdorff - Memórias das águas" . Co-edição Grifa e Melhoramentos.

Nas obras e objetos de Adriana Florence é clara a importância do processo, do ritual, influenciado pelas pinturas chinesas e pela "pureza da arte indígena". Palha, urucum, jenipapo, terra e tinta se misturam para tecer uma grande teia de memórias. Adriana é uma contadora de histórias.

Nos trabalhos mais recentes, aparece a paisagem com força total. Neles recorre à sua própria história, impulsionada pela grande paixão que nutre pelo trabalho de seu tetravô, Hércules Florence. Durante oito anos, Adriana pinta, viaja e seleciona imagens e escritas que acabarão dispostas nas páginas do livro que agora completa.

No atelier da Vila Madalena, finaliza parte do trabalho, conta suas histórias e prepara novas viagens e discussões. O próximo trabalho é a pesquisa para o projeto 13 ANÁGUAS que fala do feminino. As mulheres e seus personagens. Suas anáguas simbólicas e os mitos que encarnam todos os dias por toda a vida. A história do corpo e do erótico, a vida, a vulva, as sementes e novamente o caminho das águas.

Uma nova discussão, sem perder de vista o horizonte, a paisagem, as gentes... as viagens continuam e a busca por um trabalho cheio de verdades também.

Quem são essas mulheres que parecem tão a vontade para dizer, hoje, como se sentem? Que anáguas permanecem? Para quem tiram? Quais são seus espelhos e como refletem? E outra viagem tem início...

A artista mantém em seu atelier uma exposição permanente de suas obras.

Até o dia 22 de dezembro acontece a exposição das obras realizadas durante as filmagens do documentário, mostra de fotografias de Adriano Gambarini e exibição do documentário.